Mais e melhores ligações entre as RUP e a Europa
Manuel Baeta manifestou desejo de que num futuro próximo «estejamos a discutir um novo projecto de programação de voos»
O presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM) destacou a importância da cooperação entre as regiões e municípios ultraperiféricos, sublinhando que «o nosso êxito» está no reforçar das relações entre os mesmos, na troca de ideias e de experiências que dignifiquem o poder local.
Na sessão de abertura das X Jornadas Autárquicas das RUP da União Europeia e Cabo Verde, Manuel Baeta disse que como cidadãos das RUP, separadas que estão pela imensidão do Oceano Atlântico, «urge pensarmos e agirmos em comum, por forma a uma cooperação mais permanente», bem como frisou a importância de estas regiões e municípios serem mais ouvidos nas instâncias onde «mora o poder de decisão».
Uma das temáticas abordadas pelo autarca da Calheta e que estará em destaque nestas jornadas é a problemática da mobilidade dentro e entre as Regiões, tendo o edil manifestado o desejo de que, num futuro próximo, «estejamos a discutir um novo projecto de programação de voos, de modo a servir mais e melhores ligações entre todas as nossas RUP e o território europeu, fortalecendo os nossos laços sociais, culturais, de geminação e de economia turístico-cultural». Desta forma, acrescentou, «seriam encurtadas distâncias e fomentada uma economia ainda mais sustentável, resultado da dinâmica que este projecto iria trazer para as nossas regiões, as quais, na sua maioria, situam-se geograficamente nas rotas aéreas transatlânticas, mas que delas não usufruem».
Por seu turno, o presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, acusou o Estado de criar dificuldades aos municípios, dizendo que «vivemos tempos muito difíceis» e que «o trabalho que temos pela frente mais difícil se torna para os municípios, quando assistimos a um ataque constante e feroz à nossa autonomia, com diferentes reformas, sem que haja o bom-senso e a ponderação na sua aplicação».
João Ponte disse ainda que os municípios têm vindo a combater uma filosofia de «descrédito» que tem caído sobre as autarquias. «Aos poucos, o Estado tem vindo a despoletar um processo de perseguição injusta ao poder local, que transparece a cada passo da política de austeridade central», sustentou.
Já o presidente da Confederação de Municípios Ultraperiféricos, Maurice Bonte, defendeu a união destas regiões - Madeira, Açores, Canárias, Cabo Verde e Departamentos Ultramarinos franceses (Martinica, Guiana, Guadalupe e Reunião) - na defesa das suas especificidades e dos seus interesses no seio da União Europeia em prol do desenvolvimento e da descentralização.
A existência de problemas comuns a estas regiões e a importância de as mesmas estarem unidas, pois «juntos seremos mais fortes», foi também a tónica dominante nos discursos do vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Fernando Borges, e do presidente da Federação Canaria de Municípios, Manuel Ramón Barroso.
quinta-feira, 12 de Julho de 2012 Jornal da Madeira Anterior
Na sessão de abertura das X Jornadas Autárquicas das RUP da União Europeia e Cabo Verde, Manuel Baeta disse que como cidadãos das RUP, separadas que estão pela imensidão do Oceano Atlântico, «urge pensarmos e agirmos em comum, por forma a uma cooperação mais permanente», bem como frisou a importância de estas regiões e municípios serem mais ouvidos nas instâncias onde «mora o poder de decisão».
Uma das temáticas abordadas pelo autarca da Calheta e que estará em destaque nestas jornadas é a problemática da mobilidade dentro e entre as Regiões, tendo o edil manifestado o desejo de que, num futuro próximo, «estejamos a discutir um novo projecto de programação de voos, de modo a servir mais e melhores ligações entre todas as nossas RUP e o território europeu, fortalecendo os nossos laços sociais, culturais, de geminação e de economia turístico-cultural». Desta forma, acrescentou, «seriam encurtadas distâncias e fomentada uma economia ainda mais sustentável, resultado da dinâmica que este projecto iria trazer para as nossas regiões, as quais, na sua maioria, situam-se geograficamente nas rotas aéreas transatlânticas, mas que delas não usufruem».
Por seu turno, o presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, acusou o Estado de criar dificuldades aos municípios, dizendo que «vivemos tempos muito difíceis» e que «o trabalho que temos pela frente mais difícil se torna para os municípios, quando assistimos a um ataque constante e feroz à nossa autonomia, com diferentes reformas, sem que haja o bom-senso e a ponderação na sua aplicação».
João Ponte disse ainda que os municípios têm vindo a combater uma filosofia de «descrédito» que tem caído sobre as autarquias. «Aos poucos, o Estado tem vindo a despoletar um processo de perseguição injusta ao poder local, que transparece a cada passo da política de austeridade central», sustentou.
Já o presidente da Confederação de Municípios Ultraperiféricos, Maurice Bonte, defendeu a união destas regiões - Madeira, Açores, Canárias, Cabo Verde e Departamentos Ultramarinos franceses (Martinica, Guiana, Guadalupe e Reunião) - na defesa das suas especificidades e dos seus interesses no seio da União Europeia em prol do desenvolvimento e da descentralização.
A existência de problemas comuns a estas regiões e a importância de as mesmas estarem unidas, pois «juntos seremos mais fortes», foi também a tónica dominante nos discursos do vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Fernando Borges, e do presidente da Federação Canaria de Municípios, Manuel Ramón Barroso.
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