RUCL - Reabilitação Urbana da Cidade de Câmara de Lobos  - Cidade Promenade



Câmara de Lobos irá ter uma baixa da cidade renovada. A intervenção circunscreve-se ao perímetro urbano da frente marítima da cidade de Câmara de Lobos, compreendida entre a entrada Este da cidade, junto à ponte da Ribeira dos Socorridos, terminando no limite oposto, junto à Praça da Autonomia e Largo de São Sebastião. Esta operação visa complementar um conjunto de intervenções públicas no eixo da linha da costa e frente-mar (Praça da Autonomia – ETAR – Rua São João de Deus – Salinas), no contexto urbano da cidade e do espaço público, assumindo destaque o ponto central da cidade, na Baía de Câmara de Lobos, com a construção de uma praça de contemplação e mirante sobre a magnífica baía.

Esta é uma operação integrada de regeneração urbana, de todo o eixo da frente-mar da cidade de Câmara de Lobos, qualificando o espaço público e criando novas zonas de fruição e de acessibilidade pedonal, enquadrada numa lógica de reabilitação urbana. A proposta de intervenção visa também reurbanizar um importante espaço industrial desativado, onde prevaleceram, no passado, as atividades de reparação naval, de exploração e transformação da cal e de serragem, junto à Baía.

Atento ao impacto dos fluxos turísticos na baixa da cidade de Câmara de Lobos, a recente operação visa ainda o propósito de fazer prolongar a atual Promenade Lido-Câmara de Lobos, para além do seu atual limite. Presentemente a Promenade é utilizada tanto por residentes como por turistas, sendo que existem um conjunto de barreiras urbanísticas e orográficas que criam constrangimentos à mobilidade e à fruição do espaço público pelas pessoas. Como resultado, verifica-se que a cidade de Câmara de Lobos não tem beneficiado adequadamente do potencial desse fluxo turístico, pelo que importa criar uma linha de orientação e de condução das pessoas, fazendo-as convergir por todo o eixo de frente-mar e núcleo histórico. Com esta operação pretende-se requalificar toda a frente-mar da cidade, definida pela zona de intervenção, transformando-a numa «Cidade Promenade».

 

Objetivos:

a) Requalificação integrada do eixo de frente mar e centro histórico de Câmara de Lobos, incluindo a regeneração de antigos espaços industriais de estaleiro de reparação naval e de serragem desativados, atribuindo-lhes novas funções de fruição pública coletiva e qualificando o ambiente urbano.

b) Estabelecer uma linha de coerência à identidade urbana a toda a frente mar da cidade de Câmara de Lobos, através da requalificação geral do espaço público, ao nível de pavimentos e mobiliário urbano, utilizando para o efeito materiais e equipamentos semelhares aos que prevalecem nos espaços públicos já requalificados. A operação permitirá a integração do ambiente urbano da zona a intervencionar com os restantes espaços públicos já vitalizados. Atualmente a frente mar de Câmara de Lobos apresenta quatro áreas revitalizadas (Praça da Autonomia, Complexo das Salinas, Rua São João de Deus e ETAR), no entanto essas zonas não têm comunicação identitária com o resto do tecido urbano.

d) Prolongamento da Promenade Lido-Câmara de Lobos, com extensão de percurso pedonal acessível até à Praça da Autonomia e ao Ilhéu, integrando toda a zona da frente mar e centro histórico urbano de Câmara de Lobos. Com a operação proposta pretende-se eliminar os obstáculos, barreiras e constrangimentos urbanísticos atualmente existentes, nomeadamente ao nível dos passeios e das acessibilidades viárias, através do alargamento das faixas pedonais e rebaixamento de passeios, assim como reforço de sistema de informação turística dispersa pela cidade.

e) Revitalização do planalto urbano Jardim do Ilhéu, uma zona com sinais de degradação física, atualmente pouco visitada e desprovida de valências de suporte à sua utilização, criando condições propícias à acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e dotação de equipamentos públicos de lazer.

g) Regeneração da antiga zona de estaleiro de reparação naval e serragem da Baía, através de uma operação urbanística de redefinição funcional do atual uso urbano de parqueamento automóvel, permitindo a criação e uma nova praça de contemplação e mirante sobre a magnífica baía de Câmara de Lobos, explorando amplitude máxima do “vazio” urbano atualmente existente e devolvendo à cidade e às pessoas o mais valioso espaço que a cidade dispõe.

Esta operação integra-se na visão de desenvolvimento preconizada pela autarquia para a cidade de Câmara de Lobos, e enquadra-se nos objetivos definidos na Agenda 21 Local, do Plano Diretor Municipal, do PARU – Plano de Ação para a Reabilitação Urbana e, ainda, nos planos e orientações regionais, nomeadamente o POTRAM e o POT.

 

ZONA DE INTERVENÇÃO

FRENTE-MAR CÂMARA DE LOBOS – ZONA A: abrangendo parte da zona mais antiga e central da cidade, incluindo a envolvente do cais e da Capela de N.ª Sr.ª da Conceição, Rua Nova da Praia até à Praça da Autonomia.

Em termos de espaço público, a definição de um adro junto à Capela de N.ª Sr.ª da Conceição é a intervenção mais marcante. O pontão do cais, sendo reformulado, permite o avanço da plataforma junto à praia; o muro de contenção é reformulado e sofre obras de melhoramentos e de nova construção, reforçando-se assim a barreira de proteção para o mar e tornando possível um aumento do espaço público.

Na continuidade da solução de perfil viário existente na zona histórica, nomeadamente na Rua São João de Deus, a zona envolvente ao adro e na frente da nova unidade hoteleira (em construção) na Rua Serpa Pinto, são remodeladas e passam a assumir-se como predominantemente pedonais, estando as faixas de rodagem e os passeios ao mesmo nível. O acesso automóvel ficará restrito para veículos de emergência e de acesso à ETAR.

 

FRENTE-MAR CÂMARA DE LOBOS – ZONA B: abrange a Rua Padre Eduardo Clemente Nunes Pereira até à zona da Igreja Matriz de São Sebastião e à Praça da Autonomia. A proposta de reperfilamento da via pública resulta numa demarcação clara dos canais de circulação pedonal face à circulação automóvel, tanto em termos físicos, como dos materiais utilizados. Ao mesmo tempo, melhora a rede pedonal da baixa da cidade, favorecendo-se também a acessibilidade acessível, ou seja a m