E depois do ataque…
Depois de um período a “ferro e fogo” em que a Madeira parecia ser culpada de toda a situação de descalabro do País em termos financeiros e económicos, parece que agora a população começa a perceber que não é bem assim.

As empresas públicas “bandeira nacional” apresentam uma situação muito pior do que a Região Autónoma da Madeira e os Açores, por exemplo, foram muito mais beneficiados em termos de dinheiro transferido e inscrito no Orçamento de Estado.
Tudo isto deu para percebermos que, quer o País, quer a Região cometeram algumas imprudências, fruto de uma conjuntura específica e de uma política que vinha a fazer escola um pouco por toda a Europa. Todavia, hoje o que tem de acontecer deve orientar-se por uma grande reflexão e adequação a um novo contexto em que todos temos de fazer ajustamentos e adaptações, mas sempre sem pôr em causa a qualidade de vida e o nível de desenvolvimento alancado pela nossa sociedade.
Termino, citando Nietzsche: “Tudo evolui; não há realidades eternas: tal como não há verdades absolutas.”


quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Arlindo Pinto Gomes

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